AÇÕES E REESTRUTURAÇÃO DA GM SÃO TEMAS NA CMC

O aumento da violência e da insegurança são os maiores medos dos curitibanos. O dado foi confirmado em uma pesquisa divulgada pelo Jornal Bem Paraná no final do ano passado. Essa demanda também pôde ser identificada nas consultas públicas feitas antes da votação do orçamento da cidade, para 2018 e 2019, em que a segurança foi considerada uma das áreas prioritárias de investimento.

Conectados com as reivindicações da sociedade, os vereadores decidiram devolver à Prefeitura 41 milhões, dinheiro obtido com as economias feitas pela Casa em 2017 e 2018. Desse valor, conforme compromisso do prefeito Rafael Greca junto à Câmara, R$5 milhões foram destinados a reequipar e melhorar as condições de trabalho da Guarda Municipal. Foram adquiridos oito novos módulos móveis, duas motos, uma caminhonete, cinco drones para patrulhamento, munição não letal para contenção de distúrbios, 226 pistolas e novas câmeras de videomonitoramento.

O ajuste fiscal aprovado pelo Legislativo ainda no início deste governo, também permitiu o equilíbrio das contas do município e possibilitou a contratação de 190 guardas municipais. Entretanto, mesmo com disposição de 1.300 guardas (com a perspectiva de chegar a 1700 em setembro de 2019), Mauro Ignácio acredita que o número ainda é insuficiente para atender a demanda da cidade, que conta com 1.500 equipamentos públicos que necessitam a presença da Guarda para a proteção desses bens.

Por conta dessa disposição, o vereador sugere a realização de estudos para a substituição dos Guardas Municipais que desempenham funções de recepção ou que estão em guaritas de prédios públicos por profissionais de empresas especializadas nesse tipo de atividade (203.00099.2019). “Não há a necessidade de haver guardas cumprindo funções administrativas quando poderiam estar nas ruas, desempenhando funções relacionadas à segurança da população”, considera o parlamentar.