CÂMARA APROVA SEMANA DA GESTÃO PÚBLICA

“Muitas vezes ouvimos: ‘Por que não se faz projeto para resolver a minha rua? Por que não se faz um projeto para construir uma escola em determinado local? Por que não se faz um projeto para resolver o problema de drenagem?’ Mas nossa função é limitada”, advertiu Mauro Ignácio, para justificar um projeto de lei aprovado por unanimidade, em plenário, com 32 votos. A matéria cria a “Semana da Gestão Pública”, que vai explicar à população as atribuições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e será realizada na primeira semana do mês de outubro.

O parlamentar frisou que a população faz confusão principalmente sobre o que faz o Executivo e o Legislativo e que vem apresentar questões que não podem ser revolvidas pelos vereadores, mas sim pelo Executivo. Ele disse que se baseou em um editorial do jornal Gazeta do Povo de junho de 2018, que informou que mais da metade dos curitibanos não conheciam órgãos de fiscalização. “Apenas 4 em cada 10 entrevistados associaram corretamente a prefeitura e a Câmara dos Vereadores às suas respectivas atribuições, 30% dos curitibanos disseram não conhecer o político responsável por elaborar leis e 40% afirmaram o mesmo quando perguntados sobre quem faz os planos de governo e orçamentos”.

Mauro Ignácio acrescentou ainda que solicitou apoio da igreja Católica e que o arcebispo de Curitiba, Dom Antônio Peruzzo, concordou em disseminar as informações. “Faço um apelo para que as igrejas possam adotar esta propostas e também compartilhar esta cartilha que foi criada aqui dentro da Casa.” Lembrou ainda que a Campanha da Fraternidade deste ano, que inicia a partir do dia 6 de março, vem a calhar: “Será ‘Fraternidade e Políticas Públicas’, com o tema ‘Serás libertado pelo direito e pela justiça’”.

Reveja aqui a discussão do projeto na íntegra (a partir de 01:00:08).

Segundo turno
Mauro Ignácio teve seu projeto que institui o Dia Municipal da Semana da Gestão Pública aprovado em segundo turno. Ele agradeceu o apoio dos vereadores e, ao defender novamente sua proposta, queixou-se da burocracia para a execução de algumas obras que são solicitadas pela comunidade e cobradas dos parlamentares.

Ele citou, dentre outros exemplos, ações de contenção de enchentes e colocação de antipó no bairro Cascatinha (na rua Francisco Boscardim), que ainda não foram executadas. “Fizemos uma mobilização, acompanhei uma audiência pública em 2016, e após trâmite burocrático essa rua foi incluída no orçamento”. No entanto, segundo Ignácio, “quando foi licitada, aí já na administração do prefeito Rafael Greca”, o Tribunal de Contas entendeu que o laudo apresentado não valia mais e seria necessário ter projeto mais detalhado das ruas. “O que aconteceu? Essa licitação foi suspensa e estamos aguardando até hoje que este conjunto de ruas volte a ser licitado.” Segundo ele, “se você explicar [isso] para os moradores eles não entenderão.”

“Queremos resolver o problema, mas dependemos de burocracia, dependemos do Executivo. O presidente Jair Bolsonaro quer acabar com a burocracia, mas essa não será uma tarefa fácil. Espero que esse projeto seja um pontapé para motivar a comunidade a participar cada vez mais da política”, concluiu.

Fonte: Câmara Municipal de Curitiba